o desconexo

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2.2.09

da conjuntura

Não resisto a transcrever uma pequena passagem do livro que ando a folhear

«E a quem vou vender agora as minhas louças, perguntou o oleiro sucumbido, O problema é seu, não meu, Estou autorizado, ao menos, a negociar com os comerciantes da cidade, O nosso contrato está cancelado, pode fazer negócios com quem quiser, Se valer a pena, Sim, se valer a pena, a crise lá fora é grave, além disso, o chefe do departamento calou-se, pegou nos desenhos e juntou-os, depois foi-os passando devagar, um por um, olhava-os com uma atenção que parecia ser sincera, como se estivesse a vê-los pela primeira vez.»

na página 96 da 3ª edição de A Caverna, J.Saramago, caminho

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