21.11.09

observatório

o observatório
(fevereiro 2008)

7.11.09

metrobasel


O centro de estudos ETH Studio Basel, pilotado por Herzog e De Meuron, lançou uma banda-desenhada. Trata-se da leitura histórica-urbana-social da cidade de Bale em versão 'comic-strip', light e romanceada que contribui para a construção da identidade peculiar desta cidade suiça.

(A ideia até podia ter piada se a BD fosse de facto BD e não apenas uma centena de fotografias filtradas em programas de tratamento de imagem...)

glasern kette


Foi uma espécie de blogosfera restrita e limitada que existiu entre 1919 e 1920.
A correspondência trocada entre Bruno Taut e companhia, em versão revista e ampliada, está disponível no livro de Maria Stavrinaki: "La Chaîne de Verre, une correspondance expressionniste"...

A ler!

22.10.09

probabilidades

Museu da Memoria da Andaluzia, Granada, Alberto Campo Baeza, 2006-2009
fonte da imagem: +mood

Penguin Pool - Zoo de Londres - Regent's Park, Berthold Lubetkin, 1934

Generalizando pode-se dizer que sou a favor da 're-invenção'* dos temas, principalmente quando a decisão se guia pelo princípio da superação do próprio tema.
Como na maioria das situações, o risco resulta da ponderação entre expectativa e resultado da coisa projectada.
No caso do Museo da Memória de Andaluzia de Campo Baeza, era fácil de adivinhar que as probabilidades de atingir a classe de um Berthold Lubetkin eram à partida muito remotas.

*termo ambíguo e incoerente mas o melhor que tinha à disposição.

18.10.09

boatos

Boato #1 (confirmado):
O Harry Gugger abandonou os Herzog & deMeuron.
Confirma-se aqui. Mas o boato que ouvi dizia que ele se ia reformar, a notícia do AR diz que (afinal) HG vai montar o seu próprio estudio. A má-língua referia ainda que o estatuto que os jovens 'head-of-project' do estúdio H&dM que rapidamente conseguiam o mesmo estatuto do HG forçaram a saída de alguém que já pertencia à prata da casa.

Boato#2 (não-confirmado e provavelmente invenção):
Jacques (Herzog) e Pierre (De Meuron) vão reformar-se.
O boato que corre por estes lados serve (pelo menos) para especular sobre os destinos da fábrica H&dM. (A reflexão pode eventualmente cruzar-se com as linhas das Catedrais sobre os projectos de Neimeyer-Neta, só que neste caso a hereditariedade não é genética).

2.10.09

da memória

(O que resta do) Blur Building (2002)
Diller & Scofidio

25.9.09

as ´folies` escondidas

Jean Tschumi, Silo USAR, Renens (CH) 1955-60

21.9.09

outro pai

Jean Tschumi, Silo USAR, Renens (CH) 1955-60

Outro facto que podemos depreender nesta história dos negócios de família e ao contrário do caso anterior, é que a aptidão (chamemos-lhe assim) para a arquitectura nao está garantida na herança genética que se passa de pai para filho.
O leitor, que cuidadosamente leu a legenda da imagem, será tentado a contrariar a afirmação e pensará imediatamente nos Manhattan Transcripts ou no Architecture and disjunction (até aí estaremos de acordo) mas depois replicarei com o projecto da ECAL ou com a sede da Vacherin Constantin.
Em que ficamos?

-Um pequenino link para um experimental The Manhattan Transcripts Associator aqui.

20.9.09

o pai

Rudolf Olgiati, casa Van Huesden (1964), Laax, Suiça

Um amigo confessou-me que a monografia de Valerio Olgiati, editada pela GG, era o livro de cabeceira de muitos alunos do 3ºano do darq. Pareceu-me um prenúncio, ou pelo menos um bom sinal.
Esqueci-me contudo de lhe perguntar se também conheciam o pai, Rudolf Olgiati.

31.8.09

último dia de agosto


Acham que se misturassemos New Order com Fujiya+Miyagi e, no fim, uns pózinhos pop obtinhamos estes tipos?
(O mais provável é daqui a uma semana já não lhes achar piada nenhuma.)

29.8.09

obra em obras II

Maison de la Culture (1985) Le Corbusier

A obra em obras é a Maison de la Culture (1965) - Corbusier - em Firminy.
O post fica como aviso aos turistas e amadores de arquitectura que tenham planeado visitar Firminy ainda este ano. A Maison de la Culture, embrulhada em andaimes na foto do post anterior, está fechada para obras de recuperação.
Por outro lado a visita à capela de Saint-Pierre... ... promete.

to be continued

25.8.09

obra em obras

22.8.09

coisas políticas

O presidente suiço foi à Líbia pedir desculpas públicas ao presidente líbio pela detenção do filho de Kadhafi no ano passado, em Genebra, acusado de maltratar as suas empregadas domésticas. O estado suíço espera que o gesto venha repor as boas relações comerciais entre os dois países e permitir a libertação de dois reféns suiços detidos na Líbia, mas a vox populi helvética, apanhada de surpresa, não ficou nada contente.
Depois da vénia suíça, Kadhafi e a Líbia, receberam em festa A.Megrahi, até ontem detido em território escocês acusado de ter feito explodir um avião americano com 288 pessoas a bordo em 1988.

17.8.09

recorte de jornal

Arrumado no fundo de uma página dedicada aos assuntos da cultura, algures no suplemento 'Economie & Finance', num Le Temps da semana passada:

Le Temps (13.08.2009)

4.8.09

a pele é a estrutura

Foi em Fevereiro que comentei um despropósito e tive até direito a resposta.
Como não deixo cair no esquecimento, volto à esgrima de exemplos de arquitectura-escultura-figurativa-de-formas-humanas com a nipónica Jibo Kannon, um exemplar da espécie acima citada, na cidade de Kurume, Fukuoka.
Com a ajuda de um primitivo CAD e cinco mil metros cúbicos de betão armado em trezentas e trinta toneladas de ferro, foi possível erguer o "gigante" de quase sessenta e dois metros. Seguem as ilustrações do feito.


Jibo Kannon
localização: Kurume, Fukuoka
projecto: 1979-1980
realização: 1980-1982
área de construção: 24 835 m2
desenho: Mishima Design Office + Kozo Keikaku Engineering, Inc.

29.7.09

o canto (in)voluntário da arquitectura


Vista da instalação
"Playing the building" David Byrne, Fargfabriken, Estocolmo 2005

Trataram-se grunhidos na tômbola de comentários do post anterior para hoje se falar da arquitectura que, pelos dedos (ou pela cabeça) de David Byrne, canta. Cliquem aqui e prossigam a leitura.

Foi em dois mil e cinco que David Byrne, a cabeça mais falante dos quatro musicos, apresentou a instalação "Playing the building" no Fargfabriken, um edifício industrial do século XIX transformado em centro experimental para as artes em Estocolmo.
A instalação concentrou-se num armadilhado orgão de tubos colocado no centro da nave do edifício. Da traseira do órgão, uma centena de cabos foram amarrados a diferentes pontos do edifício, de forma a que cada toque de tecla correspondesse a uma acção específica infligida ao complexo. O existente, activado pelo dedo do homem, pelo toque da tecla, produziu uma sinfonia "do it yourself" (ou melhor: "explore it yourself") composta por colcheias de sibilos que atravessaram a canalização, por semibreves de antigos motores de clarabóias que resmungaram em diferentes tons e ainda percussões de ecos vibrantes saídas da estrutura de ferro fundido.

O que quis Byrne fazer com isto? Pôr o espaço a cantar, ou se preferirem, transformar a arquitectura num instrumento; opções que não são exactamente a mesma coisa; visto através do primeiro monoculo excluímos o instrumentista, ao invés, no segundo monóculo, está o instrumentista dentro do seu próprio instrumento. (Recomendo então a visão binocular, uma espécie de "today i discovered stereo sound".)
A instalação "Playing the building" explora a construção para lá dos limites do conhecimento dito normal. O visitante depara-se com a possibilidade de ultrapassar o estado de utilizador para se tornar activador do espaço-som. O activador torna-se (ainda por cima) uma espécie de produtor cognitivo. Os outros visitantes escutam e olham para ver como é? onde é? como faz?
O subversor engenho explora o inexplorado para produzir o inesperado. A acção torna-se num mecanismo de conhecimento do espaço e principalmente da matéria.
Como o conceito é daqueles fortes - os que deslocados do contexto inicial continuam a espantar - David Byrne levou "Playing the building" ao Batterie Maritime Museum, um antigo estaleiro naval de Manhattan (2008), e este ano vai re-instalar o mecanismo no Roundhouse, um pavilhão industrial londrino do século XIX, também transformado em centro para as artes.

Muitos dirão que são grunhidos enquanto outros arriscam dizendo que são "barulhos". Chamem-lhe música se quiserem, mas lá no fundo é arquitectura.


- Escutem aqui ou aqui duas composições (in)voluntário da arquitectura (pop-up)
- Fotos de "Playing the building" 2005 e 2008
- "Playing the Building" no site de David Byrne

Vista da instalação no Roundhouse, Londres (2009)

28.7.09

"comunicar através do silêncio sem erros nem omissoes"

La Parole, Pablo Reynoso (1998)
volume insuflavel, 620x200cm diam.
(a propósito de um comentário)

24.7.09

noite de citações

Leitores,
hoje é noite de citações porque tive uma sexta extenuante e só me apetece partilhar este texto:

Pedaço nº1
"In today’s world, the production of sincerity and trust has become everyone’s occupation—and yet it was, and still is, the main occupation of art throughout the whole history of modernity.

Pedaço nº2
"One might argue that the modernist production of sincerity functioned as a reduction of design, in which the goal was to create a blank, void space at the center of the designed world, to eliminate design, to practice zero-design. In this way, the artistic avant-garde wanted to create design-free areas that would be perceived as areas of honesty, high morality, sincerity, and trust.

Pedaço nº3
"The avant-garde approach to the design of honesty has thus become one style among many possible styles. Under these conditions, the effect of sincerity is created not by refuting this initial suspicion, but by confirming it. This is to say that we are ready to believe that a crack in the designed surface has taken place—that we are able to see things as they truly are—only when the reality behind the façade shows itself to be dramatically worse than we had ever imagined.

Pedaço nº4 (para aguçar a curiosidade)
"Where we once had nature and God, we now have design and conspiracy theory.

O resto está aqui. Ide ler!

20.7.09

nouvelles

17.7.09

adenda ou outro texto fundamental

video
De cima para baixo
texto J.P.Sartre /filme Tiago Borges / março 2007

15.7.09

Saramago Siza Höfer

Candida Hofer, Collegium helveticum ETH Zurique (2005)

Na adolescência tentei por duas vezes ler o "Todos os nomes". Falhei. Na segunda tentativa não passei sequer da página número vinte e dois.
Há pouco tempo li "A Caverna" e agora delicio-me com "A viagem do elefante", pelo meio fiz uma pit stop para "Aprender a rezar na era da técnica" (d'outro campeonato, mas muito bom!).
Agora pareço gostar do modo como Saramago encadeia as palavras, cada uma daquelas virgulas, daquelas frases quase intermináveis, da ironia fina e das imagens escritas.
Ontem Saramago escreveu sobre Siza, sobre o valor da parede no trabalho de Siza. Saramago começa por (d)escrever a parede, o "ponto sólido" para o "olho humano". Depois surge o literata que se detém no "espaço de contemplação" que são as paredes sizianas, e conclui debruçando-se sobre o milagre que, para si, Siza opera ao reunir - Saramago vai mais longe, escreve fundir - dois opostos: opacidade e transparência.
O texto sobre Siza infelizmente não é tão bom como outro que Saramago escreveu sobre a exposição "Em Portugal" de Candida Hofer. Esse não era um texto sobre a arquitectura em si, mas sobre a fotografia de arquitectura, mas que no caso de Hofer não é assim tão diferente.
No texto sobre Hofer, Saramago tomou o vazio como elemento de partida e de trabalho - "O homem que levantou quatro paredes e sobre elas colocou um tecto, criou o vazio" - e a "partir" desta frase deixou-se fluir numa escrita que parece fala.
Encontrei entre os dois textos uma invariante: a proximidade entre o olho e a coisa. Em ambos os exercícios estamos perante um zoom constante que num indeterminado momento trespassa o concreto do visível para se diluir no não-visível, no para-além-de.
A porosidade, característica das paredes sizianas que se deixam "perfurar" com o olhar, também está presente no texto sobre Hofer, mas à escala da cidade-mundo: "O mundo, poroso pela sua estrutura molecular, é-o também na sequência interminável de outra espécie de células que são os edifícios" - escreve Saramago.
Melhor aparece quando Saramago se debruça sobre a proximidade entre o observador e a coisa observada, sinal da proximidade entre escritor e coisa (d)escrita.
Se, sobre Siza é apenas o olhar que "perfura" a parede até ao ponto de nela entrar e alcançar uma suposta transparência; sobre Hofer, Saramago, ao (re)tratar o vazio, já não se cinge ao olhar, apresenta o próprio sujeito que por descuido e de tanto se aproximar, ameaça anular esse valor - como ele escreve:

"Um vazio que o observador terá o cuidado de não se aproximar demasiado, sob pena de fazê-lo desaparecer (já sabemos que o vazio e presença humana são inconciliáveis...)."

13.7.09

trend nipónica


Como os japoneses estão na moda, nada como deixar aqui uma foto e dizer que está para breve a inauguração deste (.pdf) que é um pouco mais "fantasioso" que esse.

29.6.09

auto-route

As fachadas do Museu Suiço do Transporte em Lucerne da dupla Gigon & Guyer são o exemplo do que fazem os bons arquitectos com placas de sinalização quando não sabem o que fazer.

A propósito de material de estrada usado para forrar fachadas, ocorreu-me que Jacques Hondelatte (1942-2002), um arquitecto francês pouco conhecido mas com obra muito interessante, GPNA 1998 e pai espiritual dos Lacaton & Vassal e de outros poucos arquitectos franceses, recorreu a rails de protecção para compor a fachada do Internato do Liceu Gustave-Eiffel, em Bordéus, de uma forma muito mais convincente.

As primeiras fotos são minhas, a última foto é de Vincent Monthiers.

foto: Vincent Monthiers, 1991

26.6.09

por cá (1/2)


Inaugura-se amanhã a exposição "Ici et le monde" no S AM, resultado de uma parceria entre a Maison de l'Architecture Rhones-Alpes e o museu de arquitectura de Basileia.
"Ici et le monde" será uma espécie de sondagem à arquitectura recente de um território específico que comporta a região francesa Rhones-Alpes e a região da Romandie, a fatia francesa da Suiça.
Teremos lado-a-lado a produção recente de algumas das mais relevantes (veremos) agências de arquitectura da vizinhança, com 4 escritórios suiços: 2barchitectes, Brauen & Walchli, Galetti & Matter e Bonnard Woeffray, e 5 escritórios franceses: Philippe Guyard, Herault et Arnod, Novae, Gilles Perraudin, Tectoniques, e Dominique Vigier.
Comissariada por Valerie Disdier (M.A.R-A) e Francesca Ferguson (S AM),  'Ici et le monde' irá mais tarde viajar por Lyon e Paris.

Para os leitores não se aborrecerem a googlar os nomes destes escritórios, teremos brevemente aqui no des-conexo as fotos que conseguir tirar da abertura e dos trabalhos em exposição - eu vou até lá porque o escritório está exposto e um projecto que me toca também. Esperemos contudo que a 'mise en scène' da exposição seja francamente melhor que o flyer.

18.6.09

um desproposito chamado Pouillon

"L'ensemble des deux cents colonnes"
Fernand Pouillon, 1955-57

O meu post mais recente esta numa caixa de comentarios do desproposito.

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