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Sou um admirador do senhor Gropius.
No grupo dos Fantastic Four do século passado (Corbusier, Mies, F. L. Wright, e W.Gropius), W.G. foi dos que mais reflectiu sobre o papel do arquitecto e a importância da educação em arquitectura. Fica na história como o pai da Bauhaus, que para além de ter sido a Escola, foi (e é!) um Conceito de escola sem paralelo. Gropius conseguiu juntar no mesmo lugar grandes "espíritos criativos" e defendeu vectores de liberdade individual e multiplicidade de abordagens artísticas. Fruto desta democrática concepção de escola, a Bauhaus foi um campo de batalhas intelectuais sob um céu de agitação constante (entenda-se: cada um fazia o que queria).
Da sua autoria, o (notável!) projecto do edifício da Bauhaus é a metáfora visual do que foi a instituição: fragmentada e dinâmica, ao contrário da "unificada catedral para as artes" gravada por Feininger para a proclamação de princípios de 1919.
PS. É estranho à luz de tubos de ensaio tão ricos e pluridisciplinares, o ensino da arquitectura seja extremamente académico na Tugolândia.
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A visão democrática da Bauhaus (1m19s)
O verdadeiro funcionalismo com o Homem como ponto de partida (1m31s)
A beleza como coisa indispensável para a vida (1m41s)
(ficheiros audio em RealPlayer)
Deixo aqui o documentário mais difundido sobre a Bauhaus de Dessau - se nos alhearmos dos feios renders 3d que autopsiam estrutura da escola, há planos muito bem tirados do edifício neste documentário.
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