o desconexo

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31.10.13

radical colomina

Esquema  de conteúdo/tempo da palestra de Beatriz Colomina "Towards a Radical Pedagogy" 29.10.2013
Apercebi-me que se quisesse começar este texto debaixo do guarda-chuva da honestidade só teria de escrever duas notas: a primeira para apresentar o contexto e a segunda para resumir um estado de espírito:

Ontem, Beatriz Colomina, um nome de peso da investigação em arquitectura ocidental, apresentou uma dissertação sobre pedagogias radicais no ensino da disciplina a um auditório meio vazio. Entre os mornos aplausos que selaram o fim da conferência, Colomina parecia feliz e eu desapontado.

Como bon élève costumo seguir a Colomina na www, por isso, em espírito de concerto-ao-vivo esperava ouvir pelo menos alguns b-sides. No palco, quem tanto escreveu sobre o assunto, esqueceu-se que a arquitectura também é um tema pilhado pelo excesso de informação em linha, e a palestra soou por momentos a playback.
"Towards a Radical Pedagogy" foi a proposta da conferência e é o nome do mais 'recente' projeto do Program for Media+Modernity que Colomina dirige em Princeton e que veio apresentar. Em palavras suas: é uma investigação "on going and multiyear".
Colomina, num golpe de marketing e boa fé, começou com uma boa meia hora do seu trabalho passado, em formato best of, desde o Clip/Stamp/Fold e as Little Magazines, Cold war Hot Houses, Learning from Levittown, até ao glamoroso Architecture in Playboy. Tudo isto a uma velocidade de um slide e meio por segundo, pontuado por dezenas de fotografias documentais dos produtos de cada um dos projectos. A par do notável e fatigante dinamismo, Colomina esforçava-se em sublinhar a ideia de colaboração a favor da tríade Investigar-Produzir-Expor. Sem nunca se socorrer de vocábulos do universo da curadoria, fez desfilar muitas fotografias das suas exposições em outros tantos lugares, sempre com personagens de peso da sua entourage, da história recente da arquitectura. Falava do 'como' - como montámos a exposição, o que fizemos na exposição, o que publicámos depois da exposição - atropelando muitas vezes o 'porquê'. Se por esta altura fervilhava no auditório a inquietação dos que queriam ouvir falar de "Radical Pedagogy", Colomina insistia que só é possível comunicar produzindo objectos de comunicação: "learn from communication with communication".
De regresso ao slide de abertura, restringindo a escolha aos anos 60 e 70, Colomina nomeou os casos de estudo, sendo que cada um deles foi cuidadosamente dissecado por investigadores do seu programa. Contavam-se vinte e oito case-studies: dezoito nas Américas (a maioria no sul), nove indicados na Europa e um na Ásia (mas com os dedos londrinos dos Smithsons). Para Colomina, a chave para identificar estas pedagogias radicais passou (e passa) por reconhecer que são um tipo de produção de arquitectura "in their own right", ou seja, foram encaradas como novas formas de expressão, que na altura, surgiram acompanhadas por novos modelos de comunicação e em evidente embate com as instituições onde se geraram. Quando Colomina começou a concretizar a forma como o seu grupo de trabalho começou a 'arrumar' o multiformalismo destas experiências, esgotou-se o tempo de antena e morreu na praia o que devia ter sido o centro da palestra. Comum aos case-studies de Radical Pedagogy esteve a vontade de desafiar um pensamento normativo(1) e - como sublinhou Colomina - o que naquele período era avant-garde, ou se dissolveu no ar, ou foi assimilado pelo main-stream, porque "one cannot be radical forever" (+).


(1) Sem que tenha abordado a questão, suspeito que há uma indício a considerar entre a implementação de programas de PhD e o atenuar das so-called pedagogias radicais. 
Da coincidência ou da sincronização dos tempos, o dArq publica amanha a Joelho #4, uma versão-papel do seminário "Ensinar pelo projeto/Teaching Through Design" onde pude falar das aventuras do atelier de projeto Lacaton&Vassal na EPFL.

30.9.13

hesitação (e la grande bellezza)

Algures, perto do fim do filme:
"Não quer saber porque que é que me alimento de raízes? (...)
Porque as raízes são importantes."

Se eu soubesse escrever crítica de cinema, escrevia aqui um texto à altura do filme La Grande Bellezza do italiano Paolo Sorrentino. Não precisava de muitas linhas. Se eu soubesse, escreveria apenas o desnecessário, tudo o que vi nas entrelinhas. Um texto que falasse dos excessos e das lacunas dos excessos, da luz e das luzes, da ausência do diálogo e dos abundantes monólogos.
La Grande Bellezza é um filme sobre muita coisa, a tropeçar na demasia; e sobre nada, sobre o nada que são os personagens do filme e sobre o nada que Jep Gambardella sabe que existe. É um filme sobre rostos e rostos de muitas caras. É um filme com falas que dariam poemas ou dissertações de fim de vida de tão vazias que são. Deslumbra sem arrebatar.
Se eu soubesse escrever crítica de cinema, escrevia um texto mais inteligente, com uma ponta de sentido e menos abstracções. Não sei como o fazer, ainda assim, simplista e imprudente seria reduzir a estrelas a grande beleza.


27.4.13

dizeres de arquitectos II

"L'architecture est un sport de combat"
(com direito a livro por Les Éditions Textuel)


23.3.13

persistências da portugalidade

Adolf Hoffmeister, colagem

Depois de uma paragem na página quarenta, e um regresso à casa de partida, estou a ler O Verão de 2012 com um entusiasmo que sinto estar carregado de carinho por uma das pessoas da minha vida. Hoje não me demoro aqui em considerações rasgadas de elogios e lágrimas por duas razões: primeira, não estou preparado para isso, segunda, são partilhas difíceis de (d)escrever talvez por estarem tão sedimentadas na juventude, entre conversas fugidias e serões mais demorados com o T., a R., a B. e os livros. Dizia eu que li com espanto as considerações compiladas sobre os portugueses como bichos de casa, copio e colo:
"Heinrich Friedrich Link, alemão, afirmou mais ou menos o mesmo:"Não dão passeios nem se sai para passear (...) mesmo o belo rio está desaproveitado." (...) Joseph-Barthélemy-François Carrère, francês, foi mais brusco: "Os portugueses não passeiam e as portuguesas ainda menos."
Coisas escritas nos séculos XVIII e XIX, que me lembraram o que senti quando cheguei há cinco anos à Suíça. Encontrei pessoas nas ruas. Tantas que me faziam lembrar a Visconde da Luz e a rua Ferreira Borges há vinte anos atrás, tinha eu dez; isto antes dos centros comerciais terem cilindrado a vida ao ar livre e anulado as diferenças entre a manhã, a tarde, e a noite; entre o fresco, o frio, o ameno e o quente.
Aqui as pessoas (ainda) saem à rua. No princípio, pensei que a culpa fosse dos horários, rígidos e criteriosos, das oito e meia às dezanove, sábados das nove às dezoito e tudo fechado nos dias do Senhor e outros feriados menos religiosos. Mas enganei-me porque, mesmo durante esses horários, há gente na rua, há vida à beira do lago, há passeios e caminhadas na montanha. Uma vida que, para mim, Coimbra já tinha perdido e que, no caso da relação com a água, nunca soube criar. Pensei ingenuamente durante este tempo que a culpa fosse, de facto, dos gigantes de bétão, gesso-cartonado e neons, mas no século XVIII ainda não existiam, e como nos fala o Verão, já o português era um bicho que não gostava de sair à rua.


Nota 'Se' número 1:
Se eu fosse sociólogo podia investir aqui nas questões da "inscrição" de José Gil em relação à expressão "país de silêncio" da página setenta de O Verão de 2012. Ainda que não o faça, os meus botões acham que há qualquer coisa triste no adn da portugalidade.)

Nota 'Se' número 2:
Se eu fosse curator, encomendava um centro comercial ao ar livre. Propor um, a céu aberto, sem telhados, era fácil. Fácil demais. Mas o que se queria mesmo, era um centro comercial carregado de tecnologia, maquinas automáticas e condutas, circuitos e óleo - uma "caverna" - onde o dia e a noite, o frio e o quente, fossem obras do Olafur Eliasson, instaladas nos quatros cantos do buraco. As lojas expunham as colecções e as tendências todas em simultâneo. Todos tinham de entrar com t-shirt e casaco polar, chapéu de chuva e óculos de sol.

24.2.13

super

Rene Magritte, Hengel's Holiday, 1958

Jorge Figueira escreveu um texto que intitulou de "O Professor Clark Kent" na sua crónica quinzenal no jornal Público. Jacques Derrida escreveu, não sei dizer onde, "What cannot be said above all must not be silenced but written". Eu queria escrever sobre isto tudo.

(Saudações aos que ainda abrem esta janela apesar do frio que está.)


6.1.13

uma resposta


Uma resposta para o Diogo

"In the same sense speech matters more than writing, because speech precedes writing, and because writing is but a special case of speech." George Kubler, 1962

G. Kubler. The Shape of Time - Remarks on the History of Things. London: Yale University Press, 2008

10.9.12

gossip

Às vezes a ideologia e a arquitectura vão para a cama.

9.9.12

sobre a ligeireza dos assuntos

H.B.Burt "Process of making frozen confections" Patente n.1470524 (1923)

No que diz respeito a gelados, confesso que evito a bola de gelado em copo de papel com colher de plástico. Como se entende, se dois é bom, três é uma multidão.
Nos meus melhores dias minimalistas, prefiro o corneto. Suporte e conteúdo em forma de cone. Não é extraordinário, mas nada se perde, tudo se consome. É um gelado de método. Tem um percurso. Tem um princípio, um meio e um fim. E é um facto que o bom corneto se distingue no fim, ou seja, pela qualidade do chocolate de leite que ocupa a extremidade do cone. A esse último bocado cabe a responsabilidade de coroar os 10 minutos da infantil felicidade de comer um gelado.

Em dias de maior excentricidade sou capaz de procurar super-maxi, um clássico e também o mais conhecido representante dos chamados "gelados de pau". Uma massa uniforme de nata, coberta com uma fina camada de chocolate de leite, solidificada em torno de uma fina tala de madeira. Simples, mas ainda assim, o super-maxi pertence à família dos gelados compostos. Dois elementos em vez de um. O suporte de madeira permite segurar no gelado enquanto nos entretemos. Tradicionalmente começa-se por cima e quando se dá conta estamos perto de concluir a missão. No entanto é aqui que reside o maior problema com os ditos gelados de pau. A perícia do comedor está em saber distinguir qual deve ser o último sorvo. O risco é aqui proporcional à ousadia. Quando a gula é grande, condena-se a satisfação. Não há nada pior do que ficar com o sabor da madeira quando se termina um super-maxi. O que podería ter sido uma boa recordação fica reduzida ao erro de termos ido longe demais.

Em arquitectura é igual. Prova-se uma obra e pela força de tudo querer ver, o detalhe inexplicável enche-nos o olhar com o "sabor da madeira". Nada mais há a fazer. Saímos tristes, com esse gosto entalado no palato da memória, e não pensamos noutra coisa.

13.8.12

preferências

"tipos fixes que fazem cenas porreiras"
vs
"práticas espaciais das novas gerações emergentes"


28.2.12

ring! ring!


Quer se concorde, ou se discorde do conteúdo, o New Yorker montou uma das mais divertidas 'críticas' ao filme The Artist. Uma 'crítica' que assenta como uma luva ao criticado, e que não 'criticando' em demasia e utilizando a subtileza como subterfúgio, explorou da melhor forma aquilo em que The Artist se fundou.

Uma nota breve para escrever que o Pritzker 2012, hoje anunciado, não foi assim tão diferente... Apanhou-me de surpresa. E certamente não fui o único. Sejamos honestos, deve ser ínfimo o numero de intelectos ocidentais capazes de explicar com conhecimento de causa porque é que o prémio foi para Wang Shu e o trabalho do Amateur Architecture studio. Se se ignorar a declaração do juri, a explicação possível e conveniente à massa crítica é dizer que o comité do Pritzker começa a mostrar o que já se sabia. As estrelas cadentes já caíram todas e o desalento pelo main-stream esfumou-se no ar que sobrava.
Das duas, uma. 'People forget', o assunto vai durar uma semana e meia entre os media e as conversas de café. Ou vai despontar um interesse súbito no trabalho do AAS e artigos extensos, quase tratados, irão ser escritos sobre a postura 'subculture' da arquitectura de Wang Shu e a importância do traço desta arquitectura nos anos que virão. Hoje eu acredito na primeira hipótese.
Seria oportuno lembrar que um prémio, ou o resultado de um prémio está muito mais dependente da constituiçao do júri do que qualquer ditadura da 'tendência' (ou da queda da ditadura). Sem tirar o mérito à produção do AAS (que não conheço o suficiente), não seria de todo falso dizer que o Pritzker 2012 saiu desta vez com um formato de (bom) golpe de marketing, à semelhança de uma declaração parcial de interesses a favor da renovação do discurso. Político portanto, e afinal, como num filme mudo, 'the mood' é uma questão sonora. A fundação faz tarde o que se sabia que iria fazer, ajudar a contar a história da mudança de paradigmas num golpe de estratégia 'ideologica' em versão softcore.
De volta ao New Yorker... Como David Denby e Richard Brody em "The Critics", o juri do Pritzker entrega este ano um prémio bastante mudo a uma arquitectura discreta, 'mild at heart' e quase silenciosa.

"Ring! Ring!"
"Sorry, about that."
"It's on vibrate now."

16.2.12

virtual self esteem

Daniel Everett, 'Virtual Self Esteem' (detalhe)
Cara M.
desconfio bastante dos 'prémios' e ainda mais quando são ganhos a votos e esses votos são pedido a favor de uma espécie de 'apoteose cultural nacionalista' (para usar uma expressão de Eduardo Lourenço). Mais. Não estou certo da utilidade do prémio como ferramenta de reconhecimento da qualidade do projecto. Tenho quase a certeza que não discordas. O projecto não precisa de um prémio que tem a força de um 'like' porque é bonito e porque ficou bem na fotografia. Desconfio dos prémios do público. Desconfio dos prémios em geral.
Beijo.

14.1.12

barbie


É verdade que se tratava de uma ausência lamentável, um esquecimento que parece agora vir tarde demais. Num momento em que no palco dos dramas todos se queixam, e a profissão tende para o seu declínio (eu prefiro falar de re-ajustamento), a Mattel lançou o que devia ter lançado há 10 anos atrás, quando se dizia que ser arquitecto estava na moda, e o sol mediático fazia cintilar meia dúzia de exemplos.
Em todo o seu inesgotável esplendor, a versão do século XX da Vénus de Willendorf, que marcou e marca gerações de meninas e meninos, é arquitecta.
Esqueçam a escolha infeliz do vestido de cor azul em 'dégradé' rematado a rosa forte e o estranho blazer inspirado nas 'clean lines of the citiy skyline'. Nesta série 'I can be', a Barbie traz com ela um par de óculos revivalistas em massa preta, uma série de desenhos perfeitamente enrolados, a indispensável maquete 1:20 da sua 'Dream House' e o capacete de segurança para as recorrentes visitas de obra.
A Mattel entra em 2012 com um produto 'role model or ridiculous' que vai explorar novos segmentos de mercado (aliás uma estratégia inaugurada pela Lego com a 'série arquitectura'), e ainda por cima em plena sintonia com algumas recentes publicações que fazem um importante levantamento da presença feminina: a 'Joelho #1 Mulheres em arquitectura", a  JA 242 Ser Mulher, e, por exemplo no recente inquérito-campanha do londrino The Architects Journal que lhe deu honras de capa com Women in practice).
A icónica Barbie ataca o mercado de trabalho e lança-se numa 'fabulous career, capturing the spirit and style of young architectes' numa loja de brinquedos perto de si e nos mais ousados museus de arquitectura do mundo inteiro.




17.12.11

finalmente...

...alguém percebeu para que serve o vazio.

5.11.11

prazeres

Fat House Moller / Adolf LoosHouse Moller / Adolf Loos (2003)Erwin Wurm

"Vi-me por acaso ao espelho. O meu ar transtornado pareceu-me o mais repelente possível; a cara pálida, reles, má, o cabelo desgrenhado. "Ainda bem, estou contente - disse para mim mesmo -, estou satisfeito, vou parecer-lhes abominável, vai ser um prazer..."" Cadernos do Subterrâneo, Fiódor Dostoiévski

10.9.11

"Don't wake me for the end of the world
unless it has very good special effects"
Roger Zelazny

25.7.11

palavras emprestadas

E la nave va, Federico Fellini (1983)
Tenho dias em que vejo a arquitectura a ser "içada para a poesia, pelo contexto". 

24.4.11

do querer e da vontade em jeito de prosa publicitária

Valentina Glorioso, "For your safety" (2005)

Queremos as "bonus scenes" e os "director's cuts". Queremos as variantes e os desenhos indecisos. Queremos as "série B". Queremos conhecer a semente e a ideia bruta. A nós pouco nos importa o final. Queremos os princípios.
Queremos o porquê das escolhas quase dramáticas e outras tantas opções angustiadas. Queremos os "se".
Mostrem-nos as variantes excluídas. Mostrem-nos as tiragens a 72 dpis, e as impressões canceladas. Exponham as discrepâncias e expliquem-nos as incoerências. Afixem os desenhos das ideias caducas e os croquis arruinados das mesas de café. Falem do "estava para ser" e detenham-se no traço mal pensado. Passem pelo "quase" e pelo "que não chegou a ser". Detalhem as hesitações, as acções reticentes e os espaços provisórios. Não poupem o desabafo das expectativas adiadas.
Desfilem apenas os projectos que se prestam à intriga e à contradição. Repitam as histórias dos principios e as soluções onde o fio do pensamento se perdeu e nunca encontrou o fim.
Sim, deixem o desfecho para depois.
E por favor, aconteça o que acontecer, não nos contem o final.

ultimate cakeoff e outras suposições próximas da pastelaria

Ultimate Cakeoff, TLC (2009)

Dispenso com facilidade 5 minutos de zapping diários em troca de folha e meia de um ensaio do Theo. Mas quando não tenho por perto o livro para uma troca segura, passeio os dedos com uma exactidão preciosa no telecomando. No último zapping que fiz, desta vez em jeito de roleta russa, tropecei em dois 'reality shows' de culinária: Masterchef, Ultimate Cakeoff e voltei a mais uma suposição.

(De novo) Se o desconexo fosse um blog trendy, organizaria um concurso similar, de alto teor competitivo e "alimentar" no qual várias equipas competiriam para o "ultimate architectural project". Em 9 horas de renhida reflexão, os concorrentes disputar-se-iam para obter o melhor projecto tendo como ponto de partida um programa preciso ao metro quadrado. Pelo meio haveria dois ou três curtos "corta-sabores" de agilidade teórica para criar penalizações às equipas adversárias. E no final, um júri normal, talhado para cargo, com base em avaliações subjectivas e acentuadamente tendenciosas, escolheria o vencedor do 'ultimate project'. Para sobremesa, um prémio monetário e a certeza contestável da qualidade do projecto seriam o reconforto justo para 9 horas de intenso debate.