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| Foto II: Janina Fluckiger |
o desconexo
7.3.14
the vitruvian stamp
13.5.13
ferdinand hodler
Hodler viveu entre 1853 e 1918, e a exposição criteriosa da Fundação Beyeler escolheu apenas trabalhos dos últimos 5 anos da sua vida. Um 'ensemble' tardio e com uma força de conjunto muitíssimo forte, tanto pelas obras como pela 'mise-en-scène' dos curadores. Basta cruzar as duas ou três primeiras salas para perceber que ali está muito trabalho, principalmente na luz. Sim, uma luz bem domesticada; penso na iluminação artificial da sala onde se expõe a morte de Valentine Godé-Darel e penso ainda na luz natural daquele dia cinzento, onde os envidraçados do Renzo Piano insistiram em lembrar-me onde estava.
Estão expostos alguns auto-retratos de um homem que não se pintava mal, elegante e de rosto centrado na tela, aparece sempre carregado de carácter. Em alguns auto-retratos julgo mesmo ter visto montanhas de rosto em vez de maçãs. As paisagens dominam em grande número e estão lá para nos demorarmos como se aquilo tudo viesse de um sonho. Por ali ficamos a vadiar nas pinceladas. O olho agarra-se com mais facilidade às paisagens onde a proporção das montanhas é descarada e descabida, e onde céu não ocupa mais do que um sexto da tela. Mais à frente, a surpresa vem da sala onde se mostram as mortes de Valentine, em fase terminal, admirável e cadavérica, também ela pintada como uma paisagem. Muito estruturada em grandes gestos horizontais assim é a morte.
De volta às paisagens, lembro-me que uma das coisas mais bonitas, para quem como eu todos os dias, olha fascinado para o lago Leman, é a mestria que Hodler teimosamente pintou repetidamente a mesma paisagem, no mesmo dia ou em dias diferentes, com o vigor único de quem persegue qualquer coisa que já lá não está à segunda pincelada.
(Para os olhos aqui)
31.7.12
notas sem abrigo e uma wbw sobre o porto

29.9.10
12.12.09
bien placé. mieux trouvé

Desde que o Jencks escreveu o (mau) Iconic Building e desde que os suiços deram o 'sim' à iniciativa da UDC contra a construção de novos minaretes no país, esta foi, sem sobra de dúvida, a manobra publicitária mais inteligente que apareceu nos jornais.
(Nos bastidores, já há várias correntes de esquerda que tentam lançar outras iniciativas para se sobrepor à futura lei anti-minaretes... a democracia directa não tem limites...)
30.11.09
minaretes
17.8.09
recorte de jornal
13.12.08
restauro e extensão da villa garbald - miller & maranta

Em 1863 Gottfried Semper desenha a Villa Garbald para Agostino Garbald e a sua mulher escritora Johanna em Castasegna, uma pequena vila perto da fronteira com a Itália. A casa e a parcela são mais tarde doadas à ETH de Zurique que em 2001 promove o restauro da villa e uma extensão para ali instalar um centro de pesquisa e seminários.
O concurso foi ganho pela dupla Miller e Maranta que responde com um volume seco e esguio colocado a um canto da parcella nas traseiras da villa Garbald cuja referência conceptual são os roccoli, pequenas torres características da região do Tessin para a captura de pássaros.
O expressivo prisma pentagonal de planta irregular, colado ao muro da propriedade, eleva-se como um marco que delimita o jardim. Distingue-se da villa Garbald e das construções vizinhas pela depuração das suas linhas e pelas fachadas carimbadas de forma indistinta de janelas quadradas.
O piso térreo abre a sala principal para o jardim exterior através de um grande envidraçado. O interior cresce como uma espiral em torno de uma caixa de escadas irregular de lances sempre diferentes que distribuem para os quartos. No último piso a escada dilata-se para desembocar num pequeno foyer que oferece a paisagem longínqua do vale.







links
fotos Julien Blanc
E ainda um pequeno vídeo tirado da web com uma visita à villa Garbald:



