o desconexo

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7.3.14

the vitruvian stamp

O recente número da Trans Magazin - a revista de arquitectura da ETHZ - explora o tema da "Norma". Dentro deste problema, algures na página vinte-e-seis, podem ler um texto/intervenção que escrevi sobre a norma mais tirânica da arquitectura. O texto legenda um objecto que acabou por se apelidar "The Vitruvian Stamp". Para lá da forma e do conteúdo, a componente metodológica deste projeto consistiu em carimbar os mil exemplares da revista - uma operação curto-circuito algures entre impressão mecanizada da revista e o tema que a dirige.

Mais sobre a publicação aqui: http://trans.ethz.ch/en


Foto II: Janina Fluckiger




23.2.14

Hondelatte e Artiguebieille na San Rocco

No oitavo número da revista de arquitectura San Rocco, "What's wrong with the primitive hut?", podem ler um artigo que escrevi a quatro mãos com T. Auffret-Postel, sobre uma casa pensada pelo arquitecto francês Jacques Hondelatte (1942-1002).
A casa Artiguebieille, construída em 1973, é um volume de 27 metros de comprimento, 4 metros de largura e 6 de altura. Muito por culpa do seu autor que sempre hesitou em publicá-lo, este projeto viveu até hoje esquecido e desconhecido para muitos. Com alguma certeza, e ao contrário de Hondelatte, posso dizer-vos que se trata um trabalho seminal no percurso do arquitecto francês e que merece muito mais do que dois olhos de atenção.



Photo: Claude Artiguebielle e Agence Duprat-Fagart-Hondelatte

9.11.13

topofilia (eventually everything connects)

Duas das páginas mais bonitas do Espèces d'Espaces (1974) de Geoges Perec

A Joelho, a revista de cultura arquitectónica do departamento de Arquitectura da UC, publicou um artigo onde falo de uma experiência de ensino de projeto. Chama-se "Topofilia". O texto não é mais do que uma deambulação à volta dessa experiência e uma vontade de confronto com outras dimensões propícias ao diálogo. No mesmo número da Joelho encontram as outras participações no colóquio "Ensinar pelo Projeto". Para abrir o apetite aqui fica o 'teaser':
Topofilia
"No livro La poétique de l'espace, o filósofo francês Gaston Bachelard fala da problemática da imagem como un produit direct du coeur, de l'âme, de l'être et de l'homme. Bachelard evoca a imagem poética como aquela que se enraíza em nós e desencadeia a reflexão. Partilhando este conceito bachelardiano, o exercício de projecto apresentado aos alunos tratou a imagem como catalisador e motor de aprendizagem.
Intencionalmente sem fornecer um programa, um lugar ou um contexto de intervenção, a proposta desafiou o aluno a produzir um projecto de arquitectura à semelhança de uma construção cinematográfica. Através de processos de adição, corte e colagem, transformação e deformação, o aluno analisou dispositivos espaciais e com eles construiu uma narrativa. Para além de se ter apresentado como uma abordagem alternativa ao exercício de projecto "convencional", este trabalho permitiu abandonar um estabelecido savoir-faire para gerar diferentes formas de aprendizagem e concepção da arquitectura a partir do seu interior. Ilustra-se aqui uma possibilidade de “ensinar pelo projecto” através de processos de inversão que permitem oferecer ao aluno outros mecanismos de investigação espacial."
English abstract
Topophilie - A pedagogical experiment
This paper has its origins in my experience as a teaching assistant for Anne Lacaton and Jean-Philippe Vassal's Design Studio. Lacaton and Vassal were visiting professors at École Polytechnique et Fédérale de Lausanne in 2010-2011.
In his book La Poétique de l’Espace, the French philosopher Gaston Bachelard speaks of the image as un produit direct du coeur, de l’âme et de l’homme, a product of the heart, of love, and of Man. The author evokes the poetic image as one that is rooted in us and triggers our imagination. With this idea of the poetic image in mind, the design studio proposed an exercise to the students using image as catalyst and as a motor for learning.
Intentionally without providing a programme, a site, or a context to intervene, the exercise challenged the student to produce an architectural design like a cinematic construction. Through processes of addition, cutting and pasting, transformation and deformation, students analysed spacial configurations and were invited to build a narrative. Besides being an alternative approach to the “standard” Design Studio exercise, this work allowed the student to put away an established savoir-faire in order to generate different forms of conceiving architecture within its interior space. Through systematic processes of inversion, the exercise provoked new mechanisms of conceiving architectural space, and offered a different possibility of “learning through design”.

29.8.12

Werk Bauen und Wohnen 7|8 Porto

O índice do numero da WBW dedicado ao Porto:
Nuno Grande "Der historisch Kurzschuss"
Tiago Borges "Szenen des Wohnens"
Eine Methode, kein Stil Alvaro Siza Vieira und Eduardo Souto de Moura im Gesprach mit Nuno Grande und Anne Wermeille Mendonça
André Tavares "Air Porto"
João Pedro Serôdio "Die Bedeutung der Landschaft"

E aqui o preview do meu artigo:




31.7.12

notas sem abrigo e uma wbw sobre o porto

A ausência explica-se.
"Notas sem abrigo sobre habitação" é o nome do texto que, bem ou menos mal, certeiro ou enviesado, escrevi para a werk, bauen + wohnen. O primeiro para um público suíço e em alemão. O texto lembra a Ribeira-Barredo de Távora, o Saal, e evoca cinco projectos a cinco escalas, dimensões, ou contextos dentro da temática da habitação na zona do Porto. Este número da werk debruça-se sobre o Douro, sobre o Porto, e claro, sobre os pritzkers, os dois em um.


12.12.08

o alinhamento dos críticos



Tropecei num artigo do historiador William Curtis (o autor do conhecido tijolo "Modern architecture since 1900") com o título "Les excès du star system: le projet Triangle de Herzog et de Meuron".
Para além de falar do que todos nós já sabemos, desde a cultura do ícone ao vedetismo dos grandes escritórios de arquitectura, aponta dois ou três dardos contra o sistema a propósito da pirâmide que os H&dM querem poisar em Paris.
Curtis alerta para o esvaziamento do projecto: "le projet architectural risque une réduction au niveau de la surface, du signe et de l'effet éphémère" , e considera que o estado actual das grandes encomendas nao é mais do que uma degeneração do efeito bilbao.
Fruto da hiper-inflação do objecto arquitectónico, a velocidade de produção exigida às grandes fábricas de arquitectura colide com a ideia de "tempo de projecto" como tempo de reflexão sobre as problemáticas da cidade, em suma, do contexto. A resposta dada é como um balão de forma exuberante mas cheio de demasiado ar.

Curtis alonga-se.

Tenta desmontar a pirâmide, relata o conflito entre "l'object isolé servant les intérêts privés et le domaine public de la ville" que está em jogo com o projecto dos H&dM e lembra que "Paris n'est ni las Vegas, ni Dubai".

A ler no site do le moniteur.

Frampton já tocou neste assunto na entrevista que postei aqui, agora foi a tacada de Curtis, outros virão porque é inevitável perante a "crise" que não se interrogue a (in)disciplina.
Mas de que forma é que este alinhamento dos críticos vai influenciar o posicionamento dos arquitectos?

24.4.07

leituras...


A TATE produz a TATE ETC e disponibiliza artigos, conversas, entrevistas online. AQUI.



Destaco esta conversa com Richard Hamilton: "POP DADDY", sobre instalações "But is it instalation art?", e ainda sobre uma exposição de 2004: "Art and the 60s: This Was Tomorrow" .