o desconexo
24.5.12
frases descuidadas
13.1.12
ele disse curating is the new criticism
P. Gadanho é arquitecto e é também uma data de outras coisas excitantes da mesma família.
Não o conheço mas faz parte de uma lista de pessoas com quero tomar um café nesta vida. 'Olá' foi a única palavra que trocámos num contexto circunstancial, um lançamento de um número da revista NU no Porto e isto há alguns anos.
Leio com atenção o que escreve P. Gadanho que recentemente foi escolhido para ser o 'special one' do MOMA. Notícia de jornal, de telejornal, de sítio de internet e até de twitter.
Muito além do 'scoop' do museu de letras gordas, anseia-se para ver o que a assertividade de Pedro Gadanho vai fazer num "place that fuels creativity, ignites minds, and provides inspiration" e não o contrário. Best wishes!
22.2.11
prognóstico

17.1.11
candeia que vai à frente

Os últimos tempos foram preenchidos de referências aos mais variados tipos de expressão (escrita) sobre arquitectura. Liste-se: a Log da Cinthia Davidson na crista da onda com 'Curating architecture'; a ficção de Pedro Gadanho como construção crítica de Once upon a place; a reflexão do mesmo autor em 'Del curare architettura come pratica critica'; o debate académico-profano da invasão-crítica blogger em Critical Futures em Londres (com mais dois debates num futuro próximo); o português JA 239 com Ser crítico (jornal que já tinha feito um exclusivo no numero 211); e também, no âmbito das questões regionais, o Do sabor da crítica no blog d'as Catedrais. Ou ainda, na vizinhança, o 'À quoi pense l'arte contemporain?' da Critique e o Text zur kunst 74 com 'Statements on contemporary art'.
20.10.10
côngruo

10.9.10
patio & pavilion

"Na Whitechapel Art Gallery, a 9 de Agosto de 1956, foi inaugurada a exposição «This is tomorrow». Comissariada por Theo Crosby, a exposição reunia 12 montagens sobre as futuras formas de habitação. Alison e Peter Smithson com Edoard Paolozzi e Nigel Henderson, formaram um dos doze grupos – compostos por um pintor, um escultor e um arquitecto – convidados para intervir. A exposição quis incorporar arquitectura, pintura e escultura num amplo campo imagético.
A proposta «Pátio and Pavilion» (1) dos Smithsons, Paolozzi e Henderson consistiu um “habitat” simbólico no qual eram representadas as necessidades humanas: «Pátio and pavilion represent the fundamental necessities of the human habitat in a series of symbols. The first necessity is for a piece of the world – the patio – the second necessity is for an enclosed space – the pavilion – these spaces are furnished with symbols for all human needs» (2). Durante o processo de trabalho do grupo, os arquitectos projectaram a estrutura – o pátio e o pavilhão – os artistas reuniram os diferentes objectos (3).
O pátio, de planta rectangular e coberto com areia, era delimitado por uma cerca de painéis de madeira revestidos por uma superfície de alumínio reflector. O pavilhão era uma cabana com um espaço interior único de planta rectangular e composta por elementos madeira (muitos deles reciclados, em segunda-mão). A cobertura inclinada eram placas onduladas de plástico transparente.
Com as devidas precauções, a apetecida analogia entre o «Pátio and Pavilion» dos Smithsons e a casa Latapie dos Lacaton & Vassal é estimulante. Mais do que as similitudes formais entre a casa Latapie e o pavilhão, existe a ideia na qual «o trabalho do arquitecto providencia o contexto no qual o indivíduo se realiza» (4) através da apropriação e da disposição dos seus “objectos” no espaço.
O pátio de areia (talvez de um deserto) simboliza o espaço de extensão e movimentação da vida “nómada” que se desenrola no interior do pavilhão. O pátio é o lugar para o espectro das actividades humanas simbolizadas por diversos objectos nele espalhados. A cobertura transparente é o pedaço de céu, o clima exterior que se sente no interior através da solução das placas onduladas. A arquitectura do pavilhão, como na casa Latapie, é o cenário para a ocupação, é um habitat, e para os Smithsons «it was more a statement about occupancy and territory than a programme announcing a particular style or approach» (5).
(1) Sobre o «Pátio and Pavilion» ver Smithson, Alison e Peter - The Charged Void: Architecture. Nova Iorque: The Monacelli Press, 2001; Puente, Moisés - 100 anos: Pabellones de Exposición. Barcelona: Gustavo Gili, 2000 (2) Texto de Alison e Peter Smithson no desenho de projecto para «Pátio and Pavilion». (3) Cf. Vidotto, Marco (1997) - Alison+Peter Smithson. Barcelona: Gustavo Gili, 2004, pp.86-91 (4) Ibid. (5) Alison e Peter Smithson apud. Vidotto, Marco, op. cit.
12.6.10
outras abordagens oblíquas

2.2.09
da conjuntura
«E a quem vou vender agora as minhas louças, perguntou o oleiro sucumbido, O problema é seu, não meu, Estou autorizado, ao menos, a negociar com os comerciantes da cidade, O nosso contrato está cancelado, pode fazer negócios com quem quiser, Se valer a pena, Sim, se valer a pena, a crise lá fora é grave, além disso, o chefe do departamento calou-se, pegou nos desenhos e juntou-os, depois foi-os passando devagar, um por um, olhava-os com uma atenção que parecia ser sincera, como se estivesse a vê-los pela primeira vez.»
25.11.08
architecture is a fragile enterprise

O Modern Architecture - A critical history de 1980 foi re-editado, revisto e ampliado o ano passado. Quem comprar a quarta edição tem um novo capítulo para ler!
Kenneth Frampton deu uma entrevista à Werk Bauen+Wohnen (uma das melhores revistas helvéticas de arquitectura) que vale a pena ler... e ler várias vezes.
Se há uns post atrás eu e os comentadores de serviço do des-conexo nos manifestávamos em prol dos possíveis efeitos benéficos da crise, o Frampton fala disso mesmo... ou melhor, fala da necessidade de uma arquitectura de princípios. Volta a bater na tecla do estrelado, da ideia de marca, e de como este marketing estilístico à escala global é um castrador criativo das grandes fábricas de arquitectura. Fala da ideia de valores para contrapor ao "vale tudo", actualiza o regionalismo crítico e a tectónica, e ainda cita Siza...
"The received idea that there are no principles in architecture today and that anything goes is pernicious.
"The Olympic Stadium in Beijing, designed by Herzog and de Meuron, demonstrates the paradox of the spectacular in architecture. From a technical standpoint this is an exceptionally regressive and unethical structure. The colossal amount of steel used or rather misused, exemplifies what Tomas Maldonado once called the “ideology of waste,” as opposed to waste that unavoidably occurs when something is fabricated.
"I believe there is no significant innovation without tradition and that there is no living tradition without innovation. The fact that these two processes are ultimately inseparable totally repudiates the vain neo-avant-gardist notion that the architecture could or should be an open-ended value free experiment.
"I think that the task of a critic is to call attention to such work, to the work of so-called unknown architects, and in so doing help to establish them as points of reference in a more general discourse regarding what architecture is and what it could possibly be in the future.
"In my experience such lesser-known work is often superior to the work of the star architects. Perhaps this is a result of the very circumstances of success, the fact that a star or brand architect often has too much work and the fact that famous architects are often commissioned by clients because of a particular image for which they are famous; the client wants just that image and nothing else, nothing more.
Para ler e reler a entrevista de Petra Ceferin a Kenneth Frampton na íntegra basta carregar aqui.
25.9.08
bienal, sexo e recessao
A crítica afiada de Long toca nos lobbys, nos "arquitectos quase-artistas", e desmonta com humor as obras/instalaçoes/performances (ou como lhe queiram chamar) em exposiçao.
Com algumas excepçoes, o cepticismo de K.Long alerta-nos para o vazio e para a recessao em que mergulhou a "Elite of the Architectural Avant-Garde". (No seu texto nao fala do pavilhao portugues, mas se calhar nao ha nada para dizer).
Venice architecture biennale is like nerds talking about sex.
Kieran Long
This year's Venice architecture biennale has been hijacked by awkward ambassadors of the parametric mafia and the elite of the avant-garde...
LINK
via:Andreas Ruby
6.5.07
The Pervert's Guide to Cinema
Realizado por Sophie Fiennes e apresentado por Slavoj Zizek.
Mais sobre este documentário aqui.
via: Quick Study
26.4.07
Reyner Banham loves Los Angeles
Starring Reyner Banham...

